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Nas Embarcações |
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Cinema itinerante OLHAR E VER Dia 14 de dezembro de 2003 Garça Torta, Maceió-AL. Foto: Luis Castelo |
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O melhor cinema do Brasil! |
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Cinema itinerante
OLHAR E VER Dia 13 de dezembro de 2003 Piaçabuçu-AL. Foto: Luis Castelo |
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| Azuis, lilases, amarelo com marrom Verde fosforescente Incertas ao vento Borboletas de pau e pano Pousam e deslizam à flor do rio. Mas, foi por borboletas brancas que procurei naquela rua que parece praça, com seus banquinhos embaixo das árvores, que parece quintal de casa, com lavadeiras de roupas e pratos e pessoas tomando banho com sabonete e shampoo, porto de canoas e barcos. Visão extasiante do rio que ali passa largo, caudaloso e silencioso. Naquele dia a melhor vela branca que encontrei não estava tão branca, mas conversei com o dono que concordou em amarrar o seu barco para que não se mexesse muito. Foi quando comecei a ajustar o projetor, testar a distância do foco, tamanho do quadro, entre outros preparatórios para exibição, que chegou outro pescador que me ouviu falar da precária brancura e do tamanho da vela. E aí disponibilizou a sua própria vela, que segundo ele era melhor que a do outro. Os dois discutiram até que o outro cedeu e ele foi buscar a sua vela. Após 15 minutos de espera, ele surgiu e a vela, acreditem! Era ainda mais suja e, embora maior, tinha um rasgão na parte inferior. Como a outra já tinha ido embora, foi o jeito aceitar a generosa oferta. Esse processo todo chamou a atenção do público que já aguardava impaciente o inusitado evento. Mas não foi tão simples o ajuste da vela à direção do foco do projetor. Tentando trazê-la mais para um lado. O pescador desequilibrou-se e caiu com vela e tudo, virando a pequena embarcação. Os outros acudiram, levantaram a vela, desviraram o barco e por fim posicionaram e amararam a embarcação e logo depois, anunciei a programação. A luz colorida do primeiro filme tocava a quase brancura da vela e o pescador era agora um molhado e orgulhoso espectador. Logo mais a tela era um porto virtual por onde chegou notícias e histórias de outras partes do Brasil. Gostaram de ver “São Luis Caleidoscópio”, numa viagem poética a cultura maranhense e à cidade de São Luis, e o episódio Você é linda, do filme “Veja esta canção”, de Cacá Diegues, que filmou ali “Deus é brasileiro” e estavam presentes na platéia alguns participantes do filme. |
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Realização: Ideário Comunicação e
Cultura Curadoria: Hermano Figueiredo Financiamento: Ministério da Cultura - Fundo Nacional de Cultura Parcerias: SESC/AL - Serviço Social do Comércio UFAL - Universidade Federal de Alagoas Associação Casa da Arte (Garça Torta) Associação Olha o Chico (Piaçabuçu) |
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