Acampamento dos Sem-terra

Cinema itinerante OLHAR E VER
Dia 15 de dezembro de 2003
Acampamento MST, em Riacho Doce, Maceió-AL.

Foto: Luis Castelo

                    O Cinema Sem Tela que acampou juntou com o MST às margens da rodovia AL-104, foi um cinema comprometido com sua causa. Eles reviram a histórica marcha à Brasília contrapontada com o texto de José Saramago em ¨Por longos dias¨, de Mauro Giantini e se indignaram com a história do assassinato de um líder camponês maranhense em ¨Quem matou Elias Zi?¨, de Murilo Santos. Mas os sem terrinha também gostaram muito de ¨Meow¨, de Marcos Magalhães.
                     A tela era mais uma vez a rede numa cerca de arame farpado do outro lado da estrada e até se divertiram quando a imagem ficava menor na lataria dos ônibus que cruzavam a pista de vez em quando. Antes e depois da sessão gritaram palavras de ordem e vivas ao MST. Arrisquei um viva ao cinema brasileiro. Funcionou. Arrisquei um outro viva ao povo do cinema brasileiro. Deu certo de novo. Mas um dos líderes pareceu me perguntar com um olhar atravessado se não eram vivas demais para questões alheias à luta pela terra. Fechei o bico e meti mais um filme.

 

Realização:  Ideário Comunicação e Cultura
Curadoria: Hermano Figueiredo

Financiamento: 
Ministério da Cultura - Fundo Nacional de Cultura
Parcerias: SESC/AL - Serviço Social do Comércio
                 UFAL - Universidade Federal de Alagoas