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Praça da Bandeira, dia 18 de março de 2000, começava o Projeto Cinema nas Ruas com a exibição de filmes de curta- metragem paraibanos e comemoração dos 40 anos do filme Aruanda, com a presença dos cineastas Marcus Villar e Torquato Joel, diretores dos premiados Árvore da Miséria e Passadouro, respectivamente.. | |||
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O Cinema nas Ruas não se limitou a meras projeções cinematográficas, atividades como a exibição de filmes na barriga das crianças, a distribuição de pedaços de filmes e preleção sobre os filmes programados, analisando o conteúdo dos mesmos proporcionaram momentos de lazer educativo para um público variado em faixa etária e grau de instrução. Oscilando entre 150 até 500 pessoas, dependendo do bairro e de fatores instáveis como as condições climáticas. Houve casos em que as chuvas inibiram uma maior afluência de público. No bairro do Pedregal, por exemplo, cerca de 300 dos 400 espectadores assistiram parte da programação sob a chuva, abrigados em marquises e terraços das residências. |
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NA RUA TINHA UMA ESCOLA |
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A filosofia do Cinema nas Ruas, tal como foi concebido pela Fundação de Cultura e Esportes e a equipe da Ideário Comunicação, foi o de levar o cinema aonde o povo estivesse. Assim, com a intenção de atingir o educando, trabalhando o conceito de escola como espaço cultural da comunidade e a cultura como ilustração do processo didático e auxílio pedagógico, aliando o processo educacional ao educativo. Foram realizadas nas escolas da rede pública exibições explorando o potencial educativo dos filmes e atividades didáticas e recreativas, proporcionando aos educandos o primeiro contato com a imagem e a natureza da matéria fílmica, com a distribuição de pedaços de filmes. |
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Numa tela armada junto a trave do campo de futebol do Conjunto Rocha Cavalcante a exibição em 35mm do longa-metragem Corisco e Dadá teve, além do público que trouxe cadeiras de casa, alguns automóveis com famílias em seu interior, assistindo no estilo Drive-in a projeção do filme brasileiro. Ao ver o carro plotado com a marca da P.M.C.G., um popular perguntou: isso é campanha de quem? Alguém da equipe respondeu: de ninguém, é ação de governo, porque o acesso à cultura é um direito, assim como a educação e a saúde |
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